Entrevista com a premiada no evento XXIII SNPTEE

Raquel Coelho, analista de meio ambiente da Gerência de Estudos e Manejo da Ictiofauna e Programas Especiais na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), foi a ganhadora do principal prêmio da última edição do SNPTEE, realizada em 2015: uma viagem para Paris, capital da França para participar da Bienal do Cigré.
Ela apresentou o informe técnico “Comportamento de peixes a jusante de hidrelétrica: subsídios para a mitigação de impactos da geração” no Grupo de Estudos de Impactos Ambientais (GIA). O trabalho foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Lavras e o Cefet-MG e contou com a coautoria dos pesquisadores Fábio Suzuki, Paulo Pompeu e Hersilia Santos.
A viagem é sorteada entre os autores principais dos informes técnicos classificados em primeiro lugar em cada grupo de estudo. Raquel, que já estava satisfeita com o reconhecimento pela qualidade do trabalho, foi surpreendida com a notícia e conta como foi a experiência.

1. Quais eram as suas expectativas antes do evento?

Desde 2011 participo e envio trabalhos desenvolvidos no âmbito do Programa Peixe Vivo da Cemig. Sempre antes desses eventos, espero que os resultados apresentados sejam bem  recebidos e que de alguma forma possam contribuir para discussão sobre buscar as melhores práticas para mitigação de impactos de hidrelétricas sobre os peixes, minha área de atuação.

2. Como foi receber a notícia de que ficou em primeiro lugar no grupo e, depois, da premiação que incluía a viagem?

Fiquei extremamente contente com a premiação do trabalho. É uma sensação muito boa ver nossos esforços sendo reconhecidos. Infelizmente não pude estar presente na cerimônia de encerramento quando o prêmio foi revelado. Uma amiga, Luciana Magalhães, me representou e me deu a  excelente notícia! Eu não sabia do sorteio da viagem aos premiados, só ouvi um colega comentando sobre isso durante esse SNPTEE. Quando minha amiga completou a notícia acrescentando que além da premiação eu havia sido contemplada com a participação na Bienal, eu fiquei extasiada.

3. Já conhecia Paris? Como foi a experiência de ir pra lá?

Não conhecia Paris e adorei a cidade! Participar da Bienal foi muito interessante, pois é um evento grandioso e com uma estrutura um pouco diferente de outros eventos técnicos de que já participei. As apresentações de trabalhos são feitas em forma de pôsteres, mas é realizada uma sessão oral em que são discutidas questões sobre esses trabalhos, levantadas previamente ao evento. Isso requer que os participantes, para um bom aproveitamento do evento, tenham conhecimento dos trabalhos que serão apresentados a partir do material que é disponibilizado no site da Bienal. Outras pessoas que queiram agregar algo à discussão respondendo às perguntas levantadas podem submeter contribuições. Acredito que isso pode levar a um ganho de informações, uma vez que você tem a oportunidade de apresentar não só o que submeteu a priori, mas também aspectos complementares ao trabalho que podem agregar para discussão dos temas preferenciais.

4. O que sua participação no SNPTEE trouxe para sua carreira? Algo mudou?

A participação em seminários e congressos como o SNPTEE  e a Bienal sempre agregam novos conhecimentos, permitem a troca de experiências e contatos valiosos com outros analistas e especialistas. Durante a minha participação na Bienal, ano passado, associei-me ao Cigré e hoje colaboro com o comitê de estudos C3 que trata do Desempenho Ambiental de Sistemas que visa identificação e avaliação dos impactos ambientais de equipamentos e dos sistemas elétricos e os métodos usados para gerenciá-los.

5. Vai participar do evento este ano novamente?

Sim. Submeti um resumo que foi aceito e agora estou escrevendo o informe técnico.

6. Dê uma dica para os apresentadores deste ano, que já começaram a produzir os informes técnicos.

Seria muita pretensão da minha parte dar dica para os apresentadores, não sou nenhuma especialista no assunto.  Em todos os SNPTEEs de que já participei são apresentados trabalhos bem interessantes, acho que não existe uma receita para isso. Como o SNPTEE tem um foco em trabalhos técnicos aplicados, o que eu busco é apresentar trabalhos cujos métodos tenham potencial de replicação por outras empresas ou que os resultados possam interessar outras empresas por ter uma abordagem que não se limita a especificidade da empresa em que trabalha.
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